Papel da música na educação:

Posted by Denis Grillo - -

Este é meu texto de estréia aqui, portanto nada melhor do que falar de duas coisas pelas quais dedico intensamente minha vida, educação e música. Acredito que preciso gerar um impacto interessante para que sempre venham aqui conferir minhas redações.

Em relação à educação tenho como base um dos maiores educadores de todos os tempos, é brasileiro e respeitado em todo mundo Paulo Freire, escreveu obras celebres, uma delas “Pedagogia do Oprimido”, apesar de ser um dos maiores filósofos, sociólogos do tema educação a frase mais impactante dele na minha formação não foi alguma análise critica profunda e sim esta aqui “não há educação sem amor”, escrita em um pequeno livreto chamado “Educação e mudança”.

Assim começo falar sobre música e educação, justificando que na verdade não há NADA que funcione sem amor. Primeiro que pra educar precisamos de dedicação, organização, paciência, lutar às vezes solitários por nossos educandos, filhos ou alunos. Mais ainda pensar na música, não sei de fato a porcentagem, mas creio que em relação aos artistas do Brasil 2% devam conseguir sobreviver de sua criação artística, quer amor maior que pagar pelo sonho, pra fazê-lo possível, isso mesmo pagar pra trabalhar.
Música é arte, a arte é fruto da sensibilidade, da percepção do espaço e das experiências e o que é educação? Não teria o mesmo conceito? Creio que sim, por isso enxerguei como ferramenta a música para a formação do alicerce que se dá na formação do ser humano. A música nos aproxima da experiência viva, de alguém que através de acordes nos permitiu sonhar.

A primeira vez que ouvi a música “Faroeste Caboclo”, da banda Legião Urbana, fiquei imensamente encantado no transporte imaginativo a qual fui exposto. Digo isso, pois, cada acorde me fazia ver poeira no chão levantando, um jovem destemido sonhador que venceu aquilo que nem imaginava e viveu. Eu podia enxergar tudo, e os acordes me deixavam ainda mais próximo de cada cena.

A música pode ter essa função de nos levar aos confins do inimaginável, do inconcebível, digo isso pela ausência da experiência a qual o compositor esteve exposto não o ouvinte e por que, cada acorde, metáfora, nos aproxima, muito da realidade de cada obra, aliás, de cada ser ou personagem expresso na obra que se não existem passam a existir. Educar é isso, levar ao vazio do conhecimento experiências pra que ele passe existir, se formar. Experiência é conhecimento, só existe conhecimento, depois que você fica exposto à experiência, que não precisa em si ser a sua, mas no caso a de outro.

Acredito que todos nós nos educamos através dos acordes, melhor ainda quando é evidente que a intenção era transformar, melhor ainda é quando nos permitimos sermos transformados e em seguida transformadores.
No próximo texto continuarei falando de educação e música, porém vamos falar sobre alienação e indústria cultural, algo sério a ser combatido. Obrigado até mais.

Denis Grillo.

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